No dia 12 de novembro de 2007, o Centro pela Mobilização Nacional em Minas Gerais foi entrevistado pelo Programa Mundo Político, da TV Assembléia Legislativa de Minas Gerais, sobre matéria publicada nessa data, na editoria de política da edição impressa do Jornal mineiro "Hoje Em Dia", com o título "Novos Nacionalistas rejeitam os partidos".
Sob a ótica do jornalista Alex Capella, que assinou a reportagem, o CMN-MG é uma entidade que não quer ser identificada pela sua posição político-partidária: "Não somos de esquerda, de direita nem do centro. Somos pela defesa radical dos interesses do Brasil. E, entre os interesses, estão nossas riquezas minerais, que estão deixando o país pelas fronteiras".
Informou que o Centro pretende atuar nacionalmente através do Mecanismo de Mobilização Nacional (MECAMOB), que "lutará pelos interesses do Estado, pelas questões ligadas ao campo da defesa nacional e à preservação da integridade do território", ou seja, indo além das causas sociais.
Alguns equívocos foram cometidos pelo autor da matéria, como, por exemplo, quando citou que os "os novos radicais mineiros esperam defender as bandeiras nacionalistas sem o apoio dos partidos políticos".
Durante sua participação no Programa Mundo Político, a advogada Sandra Bossio explicou ao jornalista e apresentador Carlo Menezes, que, ao contrário do que foi noticiado, o Centro entende que não há qualquer motivo para segregar "esse" ou "aquele" segmento social, uma vez que seu propósito é conscientizar toda a sociedade da importância e da necessidade de sua permanente participação na preservação e em defesa da integridade do território, do patrimônio público, em especial das reservas naturais e minerais, e da Soberania nacional, contra interesses, ameaças e agressões externas.
Perguntada sobre a preocupação do CMN-MG, Sandra Bossio informou ser a defesa das regiões de fronteiras, por onde entram drogas e armas no país, e de áreas com grande concentração de reservas minerais, citando a região norte do país, onde estão localizadas algumas reservas indígenas.
No decorrer da entrevista ao Programa Mundo Político, a diretora do CMN-MG retificou a informação sobre o MECAMOB ter previsão constitucional: "não é o MECAMOB, mas a Mobilização Nacional que está prevista na Constituição Federal", acrescentando que está em tramitação o projeto de lei 2272/2003, que cria o SINAMOB - Sistema Nacional de Mobilização, estando esse projeto de lei em fase de sanção presidencial.
Finalizando a entrevista ao Programa Mundo Político, o apresentador Carlo Menezes perguntou sobre a postura apartidária do CMN-MG dever-se ao descontentamento com os partidos e com os políticos brasileiros e se, conforme constava da matéria publicada, a entrevistada acreditava que os partidos políticos não funcionam e não cumprem seu papel.
Sandra Bossio afirmou que a postura apartidária do Centro pela Mobilização Nacional não tem qualquer relação com a atuação de partidos ou políticos brasileiros. É apartidária e adogmática para congregar o maior número de cidadãos brasileiros, independentemente de suas ideologias políticas ou convicções religiosas. O trabalho do CMN-MG é para um somatório de forças que resulte em ações realmente eficazes na solução de problemas que interferem, ameaçam ou agridem a integridade do patrimônio público brasileiro e da soberania nacional.