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PDN - POLÍTICA DE DEFESA NACIONAL
Decreto Federal nº 5.484, de 30/06/2005
PARTE POLÍTICA PARTE DE ESTRATÉGIA
CONCEITOS AMBIENTES OBJETIVOS ORIENTAÇÕES DIRETRIZES
AMBIENTE INTERNACIONAL
-> O mundo vive desafios mais complexos do que os enfrentados durante o período
    passado de confrontação ideológica bipolar. O fim da Guerra Fria reduziu o grau de
    previsibilidade das relações internacionais vigentes desde a 2ª Guerra Mundial.

    Nesse ambiente, é pouco provável um conflito generalizado entre Estados.
    Entretanto, renovaram-se no mundo conflitos de caráter étnico e religioso, a
    exacerbação de nacionalismos e a fragmentação de Estados, com um vigor que
    ameaça a ordem mundial.

    Neste século, poderão ser intensificadas disputas por áreas marítimas, pelo domínio
    aeroespacial e por fontes de água doce e de energia, cada vez mais escassas.
    Tais questões poderão levar a ingerências em assuntos internos, configurando
    quadros de conflito.

    Com a ocupação dos últimos espaços terrestres, as fronteiras continuarão a ser
    motivo de litígios internacionais.

-> O fenômeno da globalização, caracterizado pela interdependência crescente dos
    países, pela revolução tecnológica e pela expansão do comércio internacional e dos
    fluxos de capitais, resultou em avanços para uma parte da humanidade.
    Paralelamente, a criação de blocos econômicos tem resultado em arranjos
    competitivos. Para os países em desenvolvimento, o desafio é o de uma inserção
    positiva no mercado mundial.

    Nesse processo, as economias nacionais tornaram-se mais vulneráveis às crises
    ocasionadas pela instabilidade econômica e financeira em todo o mundo.
    A crescente exclusão de parcela significativa da população mundial dos processos
    de produção, consumo e acesso à informação constitui fonte potencial de conflitos.

-> A configuração da ordem internacional baseada na unipolaridade no campo militar
    associada às assimetrias de poder produz tensões e instabilidades indesejáveis
    para a paz.

    A prevalência do multilateralismo e o fortalecimento dos princípios consagrados
    pelo direito internacional como a soberania, a não-intervenção e a igualdade entre
    os Estados, são promotores de um mundo mais estável, voltado para o
    desenvolvimento e bem estar da humanidade.

-> A questão ambiental permanece como uma das preocupações da humanidade.
    Países detentores de grande biodiversidade, enormes reservas de recursos naturais
    e imensas áreas para serem incorporadas ao sistema produtivo podem tornar-se
    objeto de interesse internacional.

-> Os avanços da tecnologia da informação, a utilização de satélites, o sensoriamento
    eletrônico e inúmeros outros aperfeiçoamentos tecnológicos trouxeram maior
    eficiência aos sistemas administrativos e militares, sobretudo nos países que
    dedicam maiores recursos financeiros à Defesa. Em conseqüência, criaram-se
    vulnerabilidades que poderão ser exploradas, com o objetivo de inviabilizar o uso
    dos nossos sistemas ou facilitar a interferência à distância.

-> Atualmente, atores não-estatais, novas ameaças e a contraposição entre o
    nacionalismo e o transnacionalismo permeiam as relações internacionais e os
    arranjos de segurança dos Estados. Os delitos transnacionais de natureza variada
    e o terrorismo internacional são ameaças à paz, à segurança e à ordem
    democrática, normalmente, enfrentadas com os instrumentos de inteligência e de
    segurança dos Estados.

AMBIENTE REGIONAL E O ENTORNO ESTRATÉGICO
-> O subcontinente da América do Sul é o ambiente regional no qual o Brasil se insere.
    Buscando aprofundar seus laços de cooperação, o País visualiza um entorno
    estratégico que extrapola a massa do subcontinente e incluiu a projeção pela
    fronteira do Atlântico Sul e os países lindeiros da África.

-> A América do Sul, distante dos principais focos mundiais de tensão e livre de armas
    nucleares, é considerada uma região relativamente pacífica. Além disso, processos
    de consolidação democrática e de integração regional tendem a aumentar a
    confiabilidade regional e a solução negociada dos conflitos.

-> Entre os processos que contribuem para reduzir a possibilidade de conflitos no
    entorno estratégico, destacam-se: o fortalecimento do processo de integração,
    a partir do Mercosul, da Comunidade Andina de Nações e da Comunidade Sul-
    Americana de Nações; o estreito relacionamento entre os países amazônicos, no
    âmbito da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica; a intensificação da
    cooperação e do comércio com países africanos, facilitada pelos laços étnicos e
    culturais; e a consolidação da Zona de Paz e de Cooperação do Atlântico Sul .

    A ampliação e a modernização da infra-estrutura da América do Sul podem
    concretizar a ligação entre seus centros produtivos e os dois oceanos,
    facilitando o desenvolvimento e a integração.

-> A segurança de um país é afetada pelo grau de instabilidade da região onde está
    inserido. Assim, é desejável que ocorram: o consenso; a harmonia política; e a
    convergência de ações entre os países vizinhos, visando lograr a redução da
    criminalidade transnacional, na busca de melhores condições para o desenvolvi-
    mento econômico e social que tornarão a região mais coesa e mais forte.

-> A existência de zonas de instabilidade e de ilícitos transnacionais pode provocar o
    transbordamento de conflitos para outros países da América do Sul. A persistência
    desses focos de incertezas impõe que a defesa do Estado seja vista com prioridade,
    para preservar os interesses nacionais, a soberania e a independência.

-> Como conseqüência de sua situação geopolítica, é importante para o Brasil que se
    aprofunde o processo de desenvolvimento integrado e harmônico da América do Sul,
    o que se estende, naturalmente, à área de defesa e segurança regionais.

BRASIL
-> O perfil brasileiro – ao mesmo tempo continental e marítimo, equatorial, tropical e
    subtropical, de longa fronteira terrestre com a quase totalidade dos países sul-
    americanos e de extenso litoral e águas jurisdicionais – confere ao País profundi-
    dade geoestratégica e torna complexa a tarefa do planejamento geral de defesa.

    Dessa maneira, a diversificada fisiografia nacional conforma cenários diferenciados
    que, em termos de defesa, demandam, ao mesmo tempo, política geral e
    abordagem específica para cada caso.

-> A vertente continental brasileira contempla complexa variedade fisiográfica, que
    pode ser sintetizada em cinco macro-regiões.

-> O planejamento da defesa inclui todas as regiões e, em particular, as áreas vitais
    onde se encontra maior concentração de poder político e econômico.
    Complementarmente, prioriza a Amazônia e o Atlântico Sul pela riqueza de recursos
    e vulnerabilidade de acesso pelas fronteiras terrestre e marítima.

-> A Amazônia brasileira, com seu grande potencial de riquezas minerais e de
    biodiversidade, é foco da atenção internacional. A garantia da presença do Estado
    e a vivificação da faixa de fronteira são dificultadas pela baixa densidade
    demográfica e pelas longas distâncias, associadas à precariedade do sistema de
    transportes terrestre, o que condiciona o uso das hidrovias e do transporte aéreo
    como principais alternativas de acesso. Estas características facilitam a prática
    de ilícitos transnacionais e crimes conexos, além de possibilitar a presença de
    grupos com objetivos contrários aos interesses nacionais.

    A vivificação, política indigenista adequada, a exploração sustentável dos recursos
    naturais e a proteção ao meio-ambiente são aspectos essenciais para o
    desenvolvimento e a integração da região. O adensamento da presença do Estado,
    e em particular das Forças Armadas, ao longo das nossas fronteiras, é condição
    necessária para conquista dos objetivos de estabilização e desenvolvimento
    integrado da Amazônia.

-> O mar sempre esteve relacionado com o progresso do Brasil, desde o seu
    descobrimento. A natural vocação marítima brasileira é respaldada pelo seu
    extenso litoral e pela importância estratégica que representa o Atlântico Sul.

    A Convenção das Nações Unidas sobre Direito do Mar permitiu ao Brasil estender os
    limites da sua Plataforma Continental e exercer o direito de jurisdição sobre os
    recursos econômicos em uma área de cerca de 4,5 milhões de quilômetros
    quadrados, região de vital importância para o País, uma verdadeira "Amazônia Azul".

    Nessa imensa área estão as maiores reservas de petróleo e gás, fontes de energia
    imprescindíveis para o desenvolvimento do País, além da existência de potencial
    pesqueiro.

    A globalização aumentou a interdependência econômica dos países e,
    conseqüentemente, o fluxo de cargas. No Brasil, o transporte marítimo é
    responsável por movimentar a quase totalidade do comércio exterior.

-> Às vertentes continental e marítima sobrepõe-se dimensão aeroespacial, de suma
    importância para a Defesa Nacional. O controle do espaço aéreo e a sua boa
    articulação com os países vizinhos, assim como o desenvolvimento de nossa
    capacitação aeroespacial, constituem objetivos setoriais prioritários.

-> O Brasil propugna uma ordem internacional baseada na democracia, no
    multilateralismo, na cooperação, na proscrição das armas químicas, biológicas e
    nucleares e na busca da paz entre as nações. Nessa direção, defende a
    reformulação e a democratização das instâncias decisórias dos organismos
    internacionais, como forma de reforçar a solução pacífica de controvérsias e sua
    confiança nos princípios e normas do Direito Internacional. No entanto, não é
    prudente conceber um país sem capacidade de defesa compatível com sua
    estatura e aspirações políticas.

-> A Constituição Federal de 1988 tem como um de seus princípios, nas relações
    internacionais, o repúdio ao terrorismo.

    O Brasil considera que o terrorismo internacional constitui risco à paz e à segurança
    mundiais. Condena enfaticamente suas ações e apóia as resoluções emanadas pela
    ONU, reconhecendo a necessidade de que as nações trabalhem em conjunto no
    sentido de prevenir e combater as ameaças terroristas.

-> O Brasil atribui prioridade aos países da América do Sul e da África, em especial aos
    da África Austral e aos de língua portuguesa, buscando aprofundar seus laços com
    esses países.

-> A intensificação da cooperação com a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa
    (CPLP), integrada por oito países distribuídos por quatro continentes e unidos pelos
    denominadores comuns da história, da cultura e da língua, constitui outro fator
    relevante das nossas relações exteriores.

-> O Brasil tem laços de cooperação com países e blocos tradicionalmente aliados que
    possibilitam a troca de conhecimento em diversos campos. Concomitantemente,
    busca novas parcerias estratégicas com nações desenvolvidas ou emergentes para
    ampliar esses intercâmbios.

-> O Brasil atua na comunidade internacional respeitando os princípios constitucionais
    de autodeterminação, não-intervenção e igualdade entre os Estados. Nessas
    condições, sob a égide de organismos multilaterais, participa de operações de paz,
    visando a contribuir para a paz e a segurança internacionais.

-> A persistência de entraves à paz mundial requer a atualização permanente e o
    reaparelhamento progressivo das nossas Forças Armadas, com ênfase no
    desenvolvimento da indústria de defesa, visando à redução da dependência
    tecnológica e à superação das restrições unilaterais de acesso a tecnologias
    sensíveis.

-> Em consonância com a busca da paz e da segurança internacionais, o País é
    signatário do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares e destaca a
    necessidade do cumprimento do Artigo VI, que prevê a negociação para a
    eliminação total das armas nucleares por parte das potências nucleares,
    ressalvando o uso da tecnologia nuclear como bem econômico para fins pacíficos.

-> O contínuo desenvolvimento brasileiro traz implicações crescentes para o campo
    energético com reflexos em sua segurança. Cabe ao País assegurar matriz
    energética diversificada que explore as potencialidades de todos os recursos
    naturais disponíveis.

SISTEMA NACIONAL DE MOBILIZAÇÃO - SINAMOB
Lei 11.631/2007   /   Dec 6.592/2008
ÓRGÃO CENTRAL
Ministério da Defesa - responsável pela orientação, supervisão e condução das atividades de Mobilização.
ÓRGÃOS DE DIREÇÃO SETORIAL
formam o colegiado deliberativo responsável pelo planejamento, coordenação e articulação das atividades em suas áreas de competência, organizados nos seguintes subsistemas setoriais:
MOBILIZAÇÃO SOCIAL
Min. do Planejamento - direção
Min. do Desenvolvimento Social
Min. das Cidades
Min. da Cultura
Min. da Educação
Min. do Esporte
Min. do Meio Ambiente
Min. da Previdência
Min. da Saúde
Min. do Trabalho
Min. do Turismo
MOBILIZAÇÃO CIENTÍFICO-TECNOLÓGICA
Min. da Ciência e Tecnologia - direção
MOBILIZAÇÃO ECONÔMICA
Min. da Fazenda - direção
Min. da Agricultura
Min. das Comunicações
Min. do Des. Agrário
Min. do Des. Indústria e Comércio
Min. das Minas e Energia
Min. dos Transportes
MOBILIZAÇÃO POLÍTICA
Casa Civil - área interna
Min. das Relações Exteriores
MOBILIZAÇÃO DE DEFESA CIVIL
Min. da Integração Nacional - direção
MOBILIZAÇÃO PSICOLÓGICA
Sec. Comunicação Social - direção
MOBILIZAÇÃO DE SEGURANÇA
Min. da Justiça - direção
MOBILIZAÇÃO DE INTELIGÊNCIA
Gab. Seg. Institucional - direção
MOBILIZAÇÃO MILITAR
Min. da Defesa - direção
Sede Administrativa: Rua Javari, nº 700 - bairro Renascença - Belo Horizonte/MG - cep 31.130-540     Tel: 31 3422.9769