"Conscientizando e Capacitando Cidadãos..."
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PDN - POLÍTICA DE DEFESA NACIONAL
Decreto Federal nº 5.484, de 30/06/2005
PARTE POLÍTICA PARTE DE ESTRATÉGIA
CONCEITOS AMBIENTES OBJETIVOS ORIENTAÇÕES DIRETRIZES
-> A atuação do Estado brasileiro em relação à defesa tem como fundamento a
    obrigação de contribuir para a elevação do nível de segurança do País, tanto em
    tempo de paz, quanto em situação de conflito.

-> A vertente preventiva da Defesa Nacional reside na valorização da ação diplomática
    como instrumento primeiro de solução de conflitos e em postura estratégica
    baseada na existência de capacidade militar com credibilidade, apta a gerar efeito
    dissuasório.

    Baseia-se, para tanto, nos seguintes pressupostos básicos:
    I    - fronteiras e limites perfeitamente definidos e reconhecidos internacionalmente;
    II   - estreito relacionamento com os países vizinhos e com a comunidade
           internacional baseado na confiança e no respeito mútuos;
    III  - rejeição à guerra de conquista;
    IV  - busca da solução pacífica de controvérsias;
    V   - valorização dos foros multilaterais;
    VI  - existência de forças armadas modernas, balanceadas e aprestadas; e
    VII - capacidade de mobilização nacional.

-> A vertente reativa da defesa, no caso de ocorrer agressão ao País, empregará todo
    o poder nacional, com ênfase na expressão militar, exercendo o direito de legítima
    defesa previsto na Carta da ONU.

-> Em conflito de maior extensão, de forma coerente com sua história e o cenário
    vislumbrado, o Brasil poderá participar de arranjo de defesa coletiva autorizado
    pelo Conselho de Segurança da ONU.

-> No gerenciamento de crises internacionais de natureza político-estratégica, o
    Governo determinará a articulação dos diversos setores envolvidos. O emprego
    das Forças Armadas poderá ocorrer de diferentes formas, de acordo com os
    interesses nacionais.

-> A expressão militar do País fundamenta-se na capacidade das Forças Armadas e
    no potencial dos recursos nacionais mobilizáveis.

-> As Forças Armadas devem estar ajustadas à estatura político-estratégica do País,
    considerando-se, dentre outros fatores, a dimensão geográfica, a capacidade
    econômica e a população existente.

-> A ausência de litígios bélicos manifestos, a natureza difusa das atuais ameaças e
    o elevado grau de incertezas, produto da velocidade com que as mudanças
    ocorrem, exigem ênfase na atividade de inteligência e na capacidade de pronta
    resposta das Forças Armadas, às quais estão subjacentes características, tais
    como versatilidade, interoperabilidade, sustentabilidade e mobilidade estratégica,
    por meio de forças leves e flexíveis, aptas a atuarem de modo combinado e a
    cumprirem diferentes tipos de missões.

-> O fortalecimento da capacitação do País no campo da defesa é essencial e deve
    ser obtido com o envolvimento permanente dos setores governamental, industrial e
    acadêmico, voltados à produção científica e tecnológica e para a inovação.
    O desenvolvimento da indústria de defesa, incluindo o domínio de tecnologias de
    uso dual, é fundamental para alcançar o abastecimento seguro e previsível de
    materiais e serviços de defesa.

-> A integração regional da indústria de defesa, a exemplo do Mercosul, deve ser
    objeto de medidas que propiciem o desenvolvimento mútuo, a ampliação dos
    mercados e a obtenção de autonomia estratégica.

-> Além dos países e blocos tradicionalmente aliados, o Brasil deverá buscar outras
    parcerias estratégicas, visando a ampliar as oportunidades de intercâmbio e
    a geração de confiança na área de defesa.

-> Em virtude da importância estratégica e da riqueza que abrigam, a Amazônia
    brasileira e o Atlântico Sul são áreas prioritárias para a Defesa Nacional.

-> Para contrapor-se às ameaças à Amazônia, é imprescindível executar uma série de
    ações estratégicas voltadas para o fortalecimento da presença militar, efetiva ação
    do Estado no desenvolvimento sócio-econômico e ampliação da cooperação com os
    países vizinhos, visando à defesa das riquezas naturais e do meio ambiente.

-> No Atlântico Sul, é necessário que o País disponha de meios com capacidade de
    exercer a vigilância e a defesa das águas jurisdicionais brasileiras, bem como
    manter a segurança das linhas de comunicações marítimas.

-> O Brasil precisa dispor de meios e capacidade de exercer a vigilância, o controle e
    a defesa do seu espaço aéreo, aí incluídas as áreas continental e marítima, bem
    como manter a segurança das linhas de navegação aéreas.

-> Com base na Constituição Federal e em prol da Defesa Nacional, as Forças Armadas
    poderão ser empregadas contra ameaças internas, visando à preservação do
    exercício da soberania do Estado e à indissolubilidade da unidade federativa.

-> Para ampliar a projeção do País no concerto mundial e reafirmar seu compromisso
    com a defesa da paz e com a cooperação entre os povos, o Brasil deverá
    intensificar sua participação em ações humanitárias e em missões de paz sob a
    égide de organismos multilaterais.

-> Com base na Constituição Federal e nos atos internacionais ratificados, que
    repudiam e condenam o terrorismo, é imprescindível que o País disponha de
    estrutura ágil, capaz de prevenir ações terroristas e de conduzir operações de
    contraterrorismo.

-> Para minimizar os danos de possível ataque cibernético, é essencial a busca
    permanente do aperfeiçoamento dos dispositivos de segurança e a adoção de
    procedimentos que reduzam a vulnerabilidade dos sistemas e permitam seu
    pronto restabelecimento.

-> O desenvolvimento de mentalidade de defesa no seio da sociedade brasileira é
    fundamental para sensibilizá-la acerca da importância das questões que envolvam
    ameaças à soberania, aos interesses nacionais e à integridade territorial do País.

-> É prioritário assegurar a previsibilidade na alocação de recursos, em quantidade
    suficiente, para permitir o preparo adequado das Forças Armadas.

-> O emprego das Forças Armadas na garantia da lei e da ordem não se insere no
    contexto deste documento e ocorre de acordo com legislação específica.

SISTEMA NACIONAL DE MOBILIZAÇÃO - SINAMOB
Lei 11.631/2007   /   Dec 6.592/2008
ÓRGÃO CENTRAL
Ministério da Defesa - responsável pela orientação, supervisão e condução das atividades de Mobilização.
ÓRGÃOS DE DIREÇÃO SETORIAL
formam o colegiado deliberativo responsável pelo planejamento, coordenação e articulação das atividades em suas áreas de competência, organizados nos seguintes subsistemas setoriais:
MOBILIZAÇÃO SOCIAL
Min. do Planejamento - direção
Min. do Desenvolvimento Social
Min. das Cidades
Min. da Cultura
Min. da Educação
Min. do Esporte
Min. do Meio Ambiente
Min. da Previdência
Min. da Saúde
Min. do Trabalho
Min. do Turismo
MOBILIZAÇÃO CIENTÍFICO-TECNOLÓGICA
Min. da Ciência e Tecnologia - direção
MOBILIZAÇÃO ECONÔMICA
Min. da Fazenda - direção
Min. da Agricultura
Min. das Comunicações
Min. do Des. Agrário
Min. do Des. Indústria e Comércio
Min. das Minas e Energia
Min. dos Transportes
MOBILIZAÇÃO POLÍTICA
Casa Civil - área interna
Min. das Relações Exteriores
MOBILIZAÇÃO DE DEFESA CIVIL
Min. da Integração Nacional - direção
MOBILIZAÇÃO PSICOLÓGICA
Sec. Comunicação Social - direção
MOBILIZAÇÃO DE SEGURANÇA
Min. da Justiça - direção
MOBILIZAÇÃO DE INTELIGÊNCIA
Gab. Seg. Institucional - direção
MOBILIZAÇÃO MILITAR
Min. da Defesa - direção
Sede Administrativa: Rua Javari, nº 700 - bairro Renascença - Belo Horizonte/MG - cep 31.130-540     Tel: 31 3422.9769