Em 28 de março de 2007, alunos do segundo módulo do curso técnico em estradas do CEFET-MG realizaram, no campus I, o Fórum de Debates sobre Acessibilidade Ambiental, contando com o apoio do GMN-MG - Grupo pela Mobilização Nacional em Minas Gerais, que cedeu modelos para a confecção de folders e dos convites enviados.
O Curso Orvile Carneiro marcou presença com uma equipe de primeira linha: Vivian Alves, Ana Karine Senra, Túlio Campos, Renan Campos e Flávio Rocha, além de patrocinar a confecção de camisetas e material promocional.
O Curso BMW também patrocinou a confecção das camisetas usadas pelos alunos organizadores do evento, e o Centro de Formação de Condutores Moderna, além da montagem do stand, que contou com a presença de Keila Rocha, cedeu cursos de legislação de trânsito, que foram sorteados durante a realização das palestras.
O Jornal Repórter do Trânsito, através do farto material distribuído em seu stand, levou informação sobre o que acontece nas relações entre homem, via e pedestre no Brasil, selecionando as jornalistas Solange Leal e Rilma Rocha para cobrirem o evento.
O Curso Técnico em Transportes e Trânsito, ministrado pelo CEFET-MG, participou com a montagem de um stand que contou com o trabalho das alunas Dayane de Souza e Natália Ferreira, divulgando informativos sobre a ANTT - Agência Nacional de Transportes Terrestres e os CEFETRANS.
Os stands funcionaram das 15:00 às 17:30 horas, quando a atenção dos organizadores voltou-se ao auditório do campus, onde, às 19:30 horas, o Fórum de Debates teve início com as palavras do diretor geral do CEFET-MG, Flávio Antonio dos Santos. Em seguida, os mestres de cerimônia Guilherme e Rafaelle passaram a palavra ao coordenador da área de transportes, professor Renato Guimarães Ribeiro.
O primeiro palestrante da noite, Marcos Fontoura (marcosfo@pbh.gov.br), diretor de ação e
operação de trânsito da BHTrans, falou sobre acessiblidade geral. Referindo-se à última Bienal de São Paulo, fez inteligente e oportuno questionamento: "como podemos viver juntos e conciliar pessoas com necessidades tão diferentes?". Enfatizou que, apesar dos trabalhos de revitalização e reclassificação do espaço público em termos de acessibilidade, as pessoas desrespeitam as regras, colocando veículos e carrinhos de serviço informal, em locais que deveriam estar livres para a passagem de pedestres, principalmente aqueles com deficiência, apresentando fotos sobre o tema.
Sobre transportes coletivos, informou sobre problemas no uso de elevadores e a falta de padronização desses equipamentos.
Liliana Delgado Hermont (liliana@pbh.gov.br), arquiteta
da BHTrans, falou sobre os tipos de pisos táteis e sua implantação em Belo Horizonte, ilustrando com fotos de locais em que houve reclassificação de espaços na cidade, além de fazer referência à NR 9050, que trata sobre acessibilidade, informando que alguns dados técnicos, como dimensões dos pisos e padrões de fabricação desses, não estão obedecendo à norma.
Débora Regina Possa (ruaviva@www.ruaviva.org.br),
geógrafa do Instituto Rua Viva, ressaltou o movimento “Na cidade sem meu carro”, que acontece, mundialmente, no dia 22
de setembro, ao qual o Brasil aderiu desde 2001. Nessa data, nas cidades
brasileiras, e foram 37 no ano passado, a prefeitura delimita
o perímetro urbano onde é permitida apenas a entrada de
veículos essenciais, transportes públicos e bicicletas. O
objetivo é promover a reflexão sobre uma cidade mais justa e
agradável, onde o indivíduo seja visto como agente prioritário
e a rua possa voltar a ser um ambiente de convivência e lazer.
Heloisa Maria Barbosa (helobarb@etg.ufmg.br), PhD
diplomada em Ledds, Inglaterra e professora do quadro
permanente do departamento de engenharia de transportes e
geotecnia da UFMG, na área de transportes, falou sobre
Moderação de Tráfego (traffic Calm), apontando soluções, em cidades brasileiras, como Blumenau e Rio de Janeiro, além
de Belo Horizonte, e exemplos de cidades européias, para
melhorar a qualidade do trânsito de nossa cidade.
A última palestrante, Sandra Mara Albuquerque Bossio (cmn.mg@globo.com), advogada integrante da Mobilização Nacional em Minas Gerais, informou sobre a tramitação do projeto de lei que cria o estatuto da pessoa com deficiência, os conceitos sobre deficiência e suas categorias, acessibilidade e condutas de discriminação tipificadas como crime contra os deficientes.
Durante os debates que se seguiram, enfatizou a consciência, a vontade e a ação da sociedade como caminho para um Brasil melhor, engajada no esforço pela redução de nossa dependência tecnológica de mercados estrangeiros e na permanência de nossos profissionais em solo brasileiro, trabalhando para o desenvolvimento social, econômico, científico e tecnológico brasileiro.
Alunos da Escola Estadual Mauricio Murgel, de ensino médio, prestigiaram todo o evento. A escola conta com 2400 alunos nos três turnos e possui um Centro Cultural onde profissionais trabalham, voluntariamente, com oficinas de teatro e dança, e onde foi iniciado um projeto para inserção do deficiente auditivo nas artes cênicas.
Interessante ressaltar que a Escola recebeu seus
alunos sem qualquer curso de capacitação de professores, que
desconhecem a realidade cultural dos deficientes auditivos.
Duas intérpretes, gentilmente, fizeram a tradução simultânea das palestras, em linguagem de libras.
Presentes durante as palestras e debates, Leida Maria e Lourdes Maire, do Serviço de Educação de Trânsito do DER; Professor Ernani Ferreira Leandro, Presidente do CONSEP125, além de professores e alunos do CEFET-MG. Cerca de 350 pessoas participaram do evento.